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Debates sobre dependência da Petrobras e competitividade internacional da indústria naval marcam primeiro dia da Marintec South America

A indústria naval no Brasil passa por uma período de revisão de rumos e de planejamento para superar os desafios do futuro. Esta é a síntese do primeiro dia da 13ª edição da Marintec South America - Navalshore, principal plataforma de negócios para alavancar inovações e conectar-se com a comunidade marítima da América do Sul. O evento reúne mais de 380 marcas, entre armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores nacionais e internacionais, e deve receber mais de 16 mil profissionais até quarta (21) no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ).

“Estamos convictos de que esta edição será um marco da retomada positiva da indústria naval e offshore no Brasil. Além das novidades apresentadas pelas empresas expositoras, organizamos uma programação de conteúdo que tem o objetivo de preparar o segmento para os desafios que terá de superar nos próximos anos. A indústria naval tem potencial para assumir novas demandas e voltar a gerar empregos e desenvolvimento para o país”, ressaltou Jean-François Quentin, presidente da UBM Brazil, organizadora da Marintec South America, durante a abertura do evento. O executivo mencionou a intensa visitação que o evento atraiu no primeiro dia de atividades. “É uma clara demonstração de que o setor e seus profissionais estão empenhado em acelerar o processo de recuperação da indústria naval estamos muito satisfeitos de poder contribuir com isto”.

Seguindo este raciocínio, Marcio Fortes, diretor de Relações Institucionais da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), defendeu que a indústria naval deve rever o papel que a Petrobras tem na sustentação do setor e focar em uma maior presença no mercado externo. “O segmento sofre com a vinculação excessiva à Petrobras e deixa de aproveitar outras oportunidades como a cabotagem. Outra questão é ampliar as competências para fomentarmos a competitividade internacional. Com isso, podemos falar em retomada”, observou.

Durante a cerimônia, o gerente do Departamento de Gás, Petróleo e Bens de Capital do BNDES, Luiz Marcelo Martins, frisou que, além da cabotagem, a pesca é outro campo promissor. “É um momento desafiador para a indústria naval, que no Brasil sempre andou muito de mãos dadas com o petróleo e gás, um segmento muito cíclico em todo o mundo. Por conta disso, acredito que este ano e o próximo serão dedicados ao planejamento, uma boa oportunidade para avaliar novos rumos para setor, que pode ampliar seu campo de atuação”, afirmou.

Capital Privado O superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), Alfredo Renault, acrescentou durante a sua participação na abertura da Marintec outro tópico que também deve ser discutido pelo setor: a efetividade da pulverização geográfica na expansão da indústria naval brasileira. “Esta edição da Marintec South America é importante para refletirmos se este foi o caminho correto, ao invés de concentrarmos a produção em poucos clusters, já estruturados com toda a cadeia de fornecimento e serviços”, explicou.

Renault fez, no entanto, uma previsão positiva para 2017: “Acredito que o próximo ano será positivo para o setor de petróleo, refletindo, consequentemente, na indústria naval. Haverá uma maior abertura para o capital privado, com os novos leilões previstos para o pré-sal, tornando o segmento mais dinâmico”.

 

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