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Quais são as histórias reais que deram origem à lenda do navio fantasma

Quais são as histórias reais que deram origem à lenda do navio fantasma

Queridos à ficção, navios fantasmas têm, na verdade, uma origem real. O termo é utilizado historicamente para se referir a embarcações encontradas sem tripulação. Foram algumas delas, há mais de um século, que deram origem às lendas que espantaram navegadores por décadas a fio e se tornaram mais tarde um sucesso de bilheteria.
Em 1884, um navio a vapor britânico batizado como Rummey bateu no francês Frigorifique em alto mar, causando danos à embarcação francesa, que encheu-se d’água. Para se salvar, todas as pessoas a bordo passaram para o Rummey, deixando o Frigorifique à deriva.
Os marujos, no entanto, esqueceram os motores funcionando do navio francês, que continuou em rota sem rumo e sem comando, conforme conta o arqueólogo Peter B. Campbell, em um vídeo educativo publicado no canal do YouTube TED-Ed. Passadas algumas léguas, ele colidiu novamente com o Rummey, enquanto o navio britânico, levando as duas tripulações, procurava o porto mais próximo. Dessa vez a trombada fez o Rummey naufragar. À medida que os marinheiros chegavam aos barcos salva-vidas, assistiram à estranha embarcação sem tripulação desaparecer na névoa.
Outro célebre episódio, lembra Campbell, é o Mary Celeste. O navio foi encontrado no Oceano Atlântico em 1872 sem tripulação. No interior, havia um diário de bordo cujo texto fora abruptamente interrompido dez dias antes.
A embarcação estava danificada e o porão, alagado, motivo pelo qual possivelmente os marinheiros tinham abandonado o barco. No entanto, a água que adentrou o compartimento não foi o suficiente para afundá-lo, de forma que ele continuou a navegar. Não se sabe o paradeiro das pessoas que iam a bordo.
A aparição de muitos desses navios fantasmas foi explicada por questões relacionadas à densidade das embarcações danificadas e às correntes marítimas. Barcos aparentemente condenados ao naufrágio, por exemplo, eram abandonados, porém seguiam sobre as águas devido a um equilíbrio de peso.
Para um barco afundar, explica Campbell, é necessário que entre uma quantidade de água nele que o torne mais denso que a água sobre a qual navega. No caso do Mary Celeste, no entanto, a água parou de adentrar o navio quando atingiu o nível do buraco. O peso da água, nessa situação, não foi o suficiente para afundar o barco, que continuou a navegar.
O arqueólogo lembra ainda do caso de um navio cargueiro que, transportando sal, voltou à superfície após atingir o fundo do Oceano porque o sal se dissolveu - tornando-o menos denso que as águas.
As correntes, por sua vez, são responsáveis por fazer com que uma mesma misteriosa embarcação fosse vista em diferentes locais e em diferentes períodos.
A falta desses conhecimentos no século 19, e a ausência de sobreviventes dos navios fantasmas para contar história, deixavam buracos na narrativa preenchidos pela fantasia. O Frigorifique e o Mary Celeste tornaram-se duas das inúmeras lendas sobre navios fantasmas comandados por espíritos invisíveis. Essas histórias assombraram marujos por décadas e, posteriormente, foram apropriadas pela ficção. Navios fantasmas são encontrados hoje em filmes como “Piratas do Caribe” e, evidentemente, “Navio Fantasma”.

FONTE: Nexojornal.com.br

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